Jorge

Wilheim

Trieste (Itália) 1928

São Paulo (SP) 2014

Jorge Wilheim
Sobre o artista

Jorge Wilheim, urbanista, arquiteto, administrador público, político e ensaísta. Forma-se, em 1952, pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Vence, nesse ano, concurso fechado para a elaboração do projeto hospitalar da Santa Casa de Jaú, então abre escritório próprio para desenvolvê-lo. Depois é convidado a projetar em Mato Grosso duas clínicas em Campo Grande e, em 1954, a conceber o projeto urbanístico da cidade de Angélica, para 15 mil habitantes, atualmente as duas cidades localizadas no estado do Mato Grosso do Sul. Em 1957, participa do concurso para a realização do ante-projeto de plano diretor de Brasília, com Maurício Segall, Pedro Paulo Poppovic, Péricles do Amaral Botelho, Riolando Silveira, José Meiches, Rosa Kliass, Arnaldo Tonissi, Odiléia Helena Setti e Alfredo Gomes Carneiro. Cinco anos mais tarde, associado a Carlos Millan (1927-1964) e Maurício Tuck Schneider, vence o concurso para a construção do Edifício Jockey Club de São Paulo, no Largo do Ouvidor.


A partir de meados da década seguinte, realiza inúmeros planos diretores para cidades em desenvolvimento, como Curitiba, Paraná, e Joinville, Santa Catarina, em 1965; Osasco, São Paulo, em 1966; Natal, Rio Grande do Norte, em 1967; e Goiânia, Goiás 1968, e lança também seu primeiro livro: São Paulo Metrópole 65. Concebe e coordena, em 1969, o projeto do Parque Anhembi, em São Paulo, cujas instalações incluem o Pavilhão de Exposições, o Palácio das Convenções e um hotel. Elabora a convite da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), o projeto de reurbanização do Pátio do Colégio, em 1974. No ano seguinte, ingressa na vida pública como secretário estadual de Economia e Planejamento, na gestão Paulo Egydio Martins, entre 1975 e 1979. Em 1981, associado a Rosa Kliass e Jamil Kfouri, vence o concurso para a reurbanização do vale do Anhangabaú, construído e inaugurado dez anos mais tarde. No governo Mário Covas, de 1983 a 1986, é o titular da Secretaria Municipal de Planejamento (Sempla), e coordena a elaboração do plano diretor de São Paulo de 1984 (não efetivado). Em 1985, auxiliado por Jonas Birger, projeta o Centro de Diagnósticos do Hospital Albert Einstein, e torna-se, no mesmo ano, presidente da Fundação Bienal de São Paulo.


No governo Orestes Quércia, de 1987 a 1991, é nomeado secretário estadual do Meio Ambiente e, na administração seguinte, de Luiz Antônio Fleury Filho, entre 1991 e 1994, ocupa a presidência da Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo (Emplasa). Em 1994, a convite da Organização das Nações Unidas (ONU), muda-se para Nairóbi, no Quênia, e assume o cargo de secretário-geral adjunto da Conferência Mundial Habitat 2, realizada em 1996, em Istambul. Turquia. De volta ao Brasil, retoma projetos de planos diretores para cidades como Campos do Jordão, São Paulo, em 2000, e Araxá, Minas Gerais, em 2002, além de realizar o projeto da cidade industrial de Londrina, Paraná, em 1997. Retorna à vida pública na administração da prefeita Marta Suplicy, entre 2001 a 2004, novamente como presidente da Sempla, e coordena a elaboração do plano diretor estratégico de 2002. Nesse período, publica o livro Tênue Esperança no Vasto Caos: Questões do Proto-Renascimento do Século XXI, em que procura sistematizar sua experiência no campo do urbanismo, lançando perspectivas para o futuro das cidades.


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JORGE Wilheim. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2021. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa541/jorge-wilheim>. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

Exposição
 
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