Exposição
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A exposição “mis piedras — Sergio Camargo” apresentada pelo IAC na plataforma Art Curator Grid, traz ao público uma seleção de imagens fotográficas que apresentam o artista em seus ateliers, seja no contato com a matéria-prima de suas esculturas, seja em processo de reflexão sobre sua produção.
A exposição “mis piedras — Sergio Camargo” apresentada pelo IAC na plataforma Art Curator Grid, traz ao público uma seleção de imagens fotográficas que apresentam o artista em seus ateliers, seja no contato com a matéria-prima de suas esculturas, seja em processo de reflexão sobre sua produção.
Exposições anteriores
Apresentação
de resultados
de pesquisa
O Instituto de Arte Contemporânea tem o prazer de compartilhar os resultados das investigações realizadas pela Bolsa IAC de Formação em Pesquisa, reafirmando seu compromisso com a produção e a difusão do conhecimento.
Ao tornar públicos os desdobramentos desse processo investigativo, o IAC aposta na circulação crítica dos saberes gerados a partir de seus acervos, entendendo a pesquisa como um campo vivo, aberto ao diálogo e à pluralidade de leituras.
Cadernos, Fósseis, Cavernas e
Mapas
Pesquisadoras
Amanda Zein Sammour
Ana Luiza Lima Sasaki Ana Pacheco Gavião Karina Sérgio Gomes
Apresentação
Local
Nesta terceira edição da Bolsa IAC de Formação em Pesquisa, Ana Luiza Lima Sasaki, Ana Pacheco Gavião, Amanda Zein Sammour e Karina Sérgio Gomes realizaram, ao longo de seis meses, uma imersão no acervo do IAC, sob a orientação de Galciani Neves. Do contato com um amplo conjunto de documentos, cada investigação se desdobrou em ações, textos crítico-ensaísticos e processos experimentais, abrindo diferentes formas de elaboração e de compartilhamento das percepções construídas ao longo do percurso.
Amanda Sammour investigou a rede de sociabilidade e criação de Ivan Serpa com os alunos a quem lecionou e produziu em colaboração durante décadas, e traz a público um material inédito: um conjunto de trabalhos destes alunos que Serpa guardou por anos e que se encontra no acervo do IAC;
Ana Sasaki propôs uma reflexão a partir dos cadernos de Iole de Freitas, traduzindo seus conteúdos em um novo caderno de artista;
Ana Gavião mergulhou nos arquivos de Iole de Freitas e Antonio Dias, criando proposições escritas e desenhadas a partir desses acervos;
Karina Sérgio Gomes examinou a presença reduzida de artistas mulheres no acervo, desenvolvendo um documentário sonoro a partir da ideia do que é um arquivo, o gesto de arquivamento e acervo de Iole de Freitas.

Iole de Freitas
Acervo Instituto de Arte Contemporânea
Confira abaixo o resultado das pesquisas.
Resultados
de pesquisa
Amanda Zein Sammour
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Pedagogia como companheirismo: a prática pedagógica de
Ivan Serpa e a formação de uma rede de criação artística no
Brasil (1950–1970)
O trabalho "Pedagogia como companheirismo: a prática pedagógica de Ivan Serpa e a formação de uma rede de criação artística no Brasil (1950–1970)", de Amanda Zein Sammour, investiga a dimensão pedagógica da atuação de Ivan Serpa, frequentemente relegada a um lugar secundário diante do reconhecimento de sua obra no modernismo brasileiro. A partir da análise de documentos e de um conjunto inédito de 699 trabalhos de alunos de Serpa preservados no fundo documental do artista no acervo do Instituto de Arte Contemporânea (IAC), o trabalho evidencia como a prática pedagógica de Serpa se constituiu em rede — marcada por relações afetivas, trocas artísticas e uma ética de companheirismo. Mais do que mestre, Serpa foi um articulador cultural que transformou a sala de aula em laboratório coletivo, articulando ensino, criação e crítica em diálogo com nomes como Mário Pedrosa e com referências internacionais como a Bauhaus e o Black Mountain College. A pesquisa demonstra que sua pedagogia não apenas estimulou gerações de artistas, mas trouxe elementos para se pensar no papel educativo dos museus revelando a indissociabilidade entre sua obra e sua prática de educador.

Ana Luiza Sasaki
Caderno Espelho
O "Caderno Espelho" foi desenvolvido durante a Bolsa de Formação em Pesquisa no IAC, a partir do estudo de cadernos da artista Iole de Freitas. No contato com mais de 70 cadernos produzidos entre 1975 e 2017, a pesquisadora selecionou dez volumes que revelam reflexões, escritos poéticos e desenhos processuais. Seu gesto foi de espelhamento: redesenhar os traços, reescrever os textos, transcrever pausas, abreviações e traduções, de modo a experimentar o caderno como ferramenta de coreografar a criação. A pesquisa se organizou em três partes - desenho do desenho, escrita da escrita e reflexões, que localizam o caderno como ferramenta de trabalho e possibilitam compreensões do processo artístico e camadas mais invisíveis que permeiam o trabalho.
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Ana Luiza Lima Sasaki é artista e pesquisadora, formada em Artes Visuais pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).
Atua como assistente em mentoria de projetos acadêmicos e no grupo de pesquisa Artefatos e Cidades (FAU Mackenzie), além de integrar encontros de leitura do grupo História dos Saberes Pedagógicos (FEUSP). No Instituto de Arte Contemporânea (IAC), desenvolveu a pesquisa Caderno Espelho em que investiga os cadernos de artista de Iole de Freitas a partir de gestos de espelhamento, redesenho e tradução.
Ana Pachedo Gavião
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Ana Pacheco Gavião é artista e pesquisadora, bacharel em Artes pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Trabalhando com desenho e escrita, há um interesse em sua prática por cenários e figuras que transitam entre o mítico e o corriqueiro, constituindo um vocabulário de gestos e relíquias. Participou da Bolsa IAC de Formação em Pesquisa, investigando os cadernos de Iole de Freitas e de Antônio Dias, propondo uma tradutória dos procedimentos encontrados em contos e proposições.

Amanda Zein Sammour é mestranda do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte (PGEHA/USP) e bolsista IAC Pesquisa 2025. Gerente de Comunicação do Instituto Tomie Ohtake e professora assistente na Escola da Cidade. Historiadora, formada pela FFLCH-USP, atua entre a comunicação e a história da arte. Foi supervisora de comunicação no MASP (São Paulo). Integrou, entre 2018 e 2020, o Núcleo de Pesquisa e Curadoria da Pinacoteca de São Paulo, e atuou como curadora assistente em diversas exposições, como Fullgás: artes visuais e anos 1980 (CCBB, 2024–2025).
Exercícos de Segmento Limiar
Exercícios de seguimento limiar” é o título do conjunto de trabalhos desenvolvidos ao longo da Bolsa IAC de Formação em Pesquisa 2025. Partindo dos cadernos de Iole de Freitas e Antônio Dias, a pesquisadora investigou alguns pensamentos ali depositados que assumem o caráter de procedimentos. Ana fez um levantamento desses procedimentos, compreendidos como fósseis, avistados nas páginas dos cadernos dos 2 artistas. Em seguida, desenvolveu um conjunto de práticas de tradução dos procedimentos em proposições, tanto escritas quanto desenhadas. Ao apresentar o processo de pesquisa no IAC, seus exercícios de seguimento tomam forma no espaço: as proposições escritas se reuniram em um pergaminho, datilografadas ao longo do papel que se estende até o chão (eixo vertical); as proposições desenhadas em aquarela foram expostas apoiadas em uma canaleta de madeira (eixo horizontal); os contos habitaram um painel de led.
Karina Sérgio Gomes
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O que se quer guardar?
"O que se quer guardar" é um documentário sonoro dividido em duas partes: Lado A e Lado B, que narra a experiência de uma pesquisadora mergulhando no arquivo da artista Iole de Freitas, que integra o acervo do Instituto de Arte Contemporânea (IAC).
A partir do interesse por fitas cassetes e outras mídias presentes no arquivo de Iole de Freitas, a pesquisadora investigou como o arquivo pode ser “escutado” não apenas como documentação, mas como gesto político e estético de autoria e preservação.
O processo incluiu entrevistas com a artista e com colaboradores do IAC, que falam sobre a prática da preservação e do autoarquivamento, bem como com as desigualdades de gênero na construção da memória das artes plásticas brasileiras.
Teaser
Lado A
Lado B

Karina Sérgio Gomes é jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero, mestre em Artes Visuais e doutoranda em Arte e Educação pelo Instituto de Artes da Unesp. Atuou em curadorias no Ateliê 397, no MAM-SP e no CCSP. Como jornalista, colaborou com veículos como Rádio Novelo Apresenta, Folha de S.Paulo, Metrópoles, Estadão, GOL e Veja SP. Produziu, roteirizou e coordenou a série sonora Olho Seco, idealizada pelo artista Jorge Menna Barreto. Atualmente, escreve críticas de arte para o NeoFeed e pesquisa arte brasileira para a Enciclopédia Itaú Cultural.
Em 2025, foi contemplada com a Bolsa IAC de Formação em Pesquisa.










