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Apresentação
de resultados
de pesquisa

O Instituto de Arte Contemporânea tem o prazer de compartilhar os resultados das investigações realizadas pela Bolsa IAC de Formação em Pesquisa, reafirmando seu compromisso com a produção e a difusão do conhecimento.

 

Ao tornar públicos os desdobramentos desse processo investigativo, o IAC aposta na circulação crítica dos saberes gerados a partir de seus acervos, entendendo a pesquisa como um campo vivo, aberto ao diálogo e à pluralidade de leituras.

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Cadernos, Fósseis, Cavernas e 

Mapas

Pesquisadoras

Amanda Zein Sammour

Ana Luiza Lima Sasaki Ana Pacheco Gavião Karina Sérgio Gomes

Apresentação

25 de setembro de 2025

Local

Instituto de Arte Contemporânea

Av. Dr. Arnaldo, 120/126
São Paulo - SP

Nesta terceira edição da Bolsa IAC de Formação em Pesquisa, Ana Luiza Lima Sasaki, Ana Pacheco Gavião, Amanda Zein Sammour e Karina Sérgio Gomes realizaram, ao longo de seis meses, uma imersão no acervo do IAC, sob a orientação de Galciani Neves. Do contato com um amplo conjunto de documentos, cada investigação se desdobrou em ações, textos crítico-ensaísticos e processos experimentais, abrindo diferentes formas de elaboração e de compartilhamento das percepções construídas ao longo do percurso.

 

Amanda Sammour investigou a rede de sociabilidade e criação de Ivan Serpa com os alunos a quem lecionou e produziu em colaboração durante décadas, e traz a público um material inédito: um conjunto de trabalhos destes alunos que Serpa guardou por anos e que se encontra no acervo do IAC;

Ana Sasaki propôs uma reflexão a partir dos cadernos de Iole de Freitas, traduzindo seus conteúdos em um novo caderno de artista;

Ana Gavião mergulhou nos arquivos de Iole de Freitas e Antonio Dias, criando proposições escritas e desenhadas a partir desses acervos;

Karina Sérgio Gomes examinou a presença reduzida de artistas mulheres no acervo, desenvolvendo um documentário sonoro a partir da ideia do que é um arquivo, o gesto de arquivamento e acervo de Iole de Freitas.

Iole de Freitas 

Acervo Instituto de Arte Contemporânea

Confira abaixo o resultado das pesquisas.

Resultados

de pesquisa

Amanda Zein Sammour

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Pedagogia como companheirismo: a prática pedagógica de
Ivan Serpa e a formação de uma rede de criação artística no
Brasil (1950–1970)

 

O trabalho "Pedagogia como companheirismo: a prática pedagógica de Ivan Serpa e a formação de uma rede de criação artística no Brasil (1950–1970)", de Amanda Zein Sammour, investiga a dimensão pedagógica da atuação de Ivan Serpa, frequentemente relegada a um lugar secundário diante do reconhecimento de sua obra no modernismo brasileiro. A partir da análise de documentos e de um conjunto inédito de 699 trabalhos de alunos de Serpa preservados no fundo documental do artista no acervo do Instituto de Arte Contemporânea (IAC), o trabalho evidencia como a prática pedagógica de Serpa se constituiu em rede — marcada por relações afetivas, trocas artísticas e uma ética de companheirismo. Mais do que mestre, Serpa foi um articulador cultural que transformou a sala de aula em laboratório coletivo, articulando ensino, criação e crítica em diálogo com nomes como Mário Pedrosa e com referências internacionais como a Bauhaus e o Black Mountain College. A pesquisa demonstra que sua pedagogia não apenas estimulou gerações de artistas, mas trouxe elementos para se pensar no papel educativo dos museus revelando a indissociabilidade entre sua obra e sua prática de educador.

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Ana Luiza Sasaki

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Caderno Espelho

 

O "Caderno Espelho" foi desenvolvido durante a Bolsa de Formação em Pesquisa no IAC, a partir do estudo de cadernos da artista Iole de Freitas. No contato com mais de 70 cadernos produzidos entre 1975 e 2017, a pesquisadora selecionou dez volumes que revelam reflexões, escritos poéticos e desenhos processuais. Seu gesto foi de espelhamento: redesenhar os traços, reescrever os textos, transcrever pausas, abreviações e traduções, de modo a experimentar o caderno como ferramenta de coreografar a criação. A pesquisa se organizou em três partes - desenho do desenho, escrita da escrita e reflexões, que localizam o caderno como ferramenta de trabalho e possibilitam compreensões do processo artístico e camadas mais invisíveis que permeiam o trabalho.

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Ana Luiza Lima Sasaki é artista e pesquisadora, formada em Artes Visuais pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).
Atua como assistente em mentoria de projetos acadêmicos e no grupo de pesquisa Artefatos e Cidades (FAU Mackenzie), além de integrar encontros de leitura do grupo História dos Saberes Pedagógicos (FEUSP). No Instituto de Arte Contemporânea (IAC), desenvolveu a pesquisa Caderno Espelho em que investiga os cadernos de artista de Iole de Freitas a partir de gestos de espelhamento, redesenho e tradução.

Ana Pachedo Gavião

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Ana Pacheco Gavião é artista e pesquisadora, bacharel em Artes pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Trabalhando com desenho e  escrita, há um interesse em sua prática por cenários e figuras que transitam entre o mítico e o corriqueiro, constituindo um  vocabulário de gestos e relíquias. Participou da Bolsa IAC de Formação em Pesquisa, investigando os cadernos de Iole de Freitas e de Antônio Dias, propondo uma tradutória dos procedimentos encontrados em contos e proposições.

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Amanda Zein Sammour é mestranda do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte (PGEHA/USP) e bolsista IAC Pesquisa 2025. Gerente de Comunicação do Instituto Tomie Ohtake e professora assistente na Escola da Cidade.  Historiadora, formada pela FFLCH-USP, atua entre a comunicação e a história da arte. Foi supervisora de comunicação no MASP (São Paulo). Integrou, entre 2018 e 2020, o Núcleo de Pesquisa e Curadoria da Pinacoteca de São Paulo, e atuou como curadora assistente em diversas exposições, como Fullgás: artes visuais e anos 1980 (CCBB, 2024–2025). 

Exercícos de Segmento Limiar

 

Exercícios de seguimento limiar” é o título do conjunto de trabalhos desenvolvidos ao longo da Bolsa IAC de Formação em Pesquisa 2025. Partindo dos cadernos de Iole de Freitas e Antônio Dias, a pesquisadora investigou alguns pensamentos ali depositados que assumem o caráter de procedimentos. Ana fez um levantamento desses procedimentos, compreendidos como fósseis, avistados nas páginas dos cadernos dos 2 artistas. Em seguida, desenvolveu um conjunto de práticas de tradução dos procedimentos em proposições, tanto escritas quanto desenhadas. Ao apresentar o processo de pesquisa no IAC, seus exercícios de seguimento tomam forma no espaço: as proposições escritas se reuniram em um pergaminho, datilografadas ao longo do papel que se estende até o chão (eixo vertical); as proposições desenhadas em aquarela foram expostas apoiadas em uma canaleta de madeira (eixo horizontal); os contos habitaram um painel de led.

Karina Sérgio Gomes

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O que se quer guardar?

 

"O que se quer guardar" é um documentário sonoro dividido em duas partes: Lado A e Lado B, que narra a experiência de uma pesquisadora mergulhando no arquivo da artista Iole de Freitas, que integra o acervo do Instituto de Arte Contemporânea (IAC).
A partir do interesse por fitas cassetes e outras mídias presentes no arquivo de Iole de Freitas, a pesquisadora investigou como o arquivo pode ser “escutado” não apenas como documentação, mas como gesto político e estético de autoria e preservação.
O processo incluiu entrevistas com a artista e com colaboradores do IAC, que falam sobre a prática da preservação e do autoarquivamento, bem como com as desigualdades de gênero na construção da memória das artes plásticas brasileiras. 

Teaser

Lado A 

Lado B 

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Karina Sérgio Gomes  é jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero, mestre em Artes Visuais e doutoranda em Arte e Educação pelo Instituto de Artes da Unesp. Atuou em curadorias no Ateliê 397, no MAM-SP e no CCSP. Como jornalista, colaborou com veículos como Rádio Novelo Apresenta, Folha de S.Paulo, Metrópoles, Estadão, GOL e Veja SP. Produziu, roteirizou e coordenou a série sonora Olho Seco, idealizada pelo artista Jorge Menna Barreto. Atualmente, escreve críticas de arte para o NeoFeed e pesquisa arte brasileira para a Enciclopédia Itaú Cultural.
Em 2025, foi contemplada com a Bolsa IAC de Formação em Pesquisa.

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