Exposição
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A exposição “mis piedras — Sergio Camargo” apresentada pelo IAC na plataforma Art Curator Grid, traz ao público uma seleção de imagens fotográficas que apresentam o artista em seus ateliers, seja no contato com a matéria-prima de suas esculturas, seja em processo de reflexão sobre sua produção.
A exposição “mis piedras — Sergio Camargo” apresentada pelo IAC na plataforma Art Curator Grid, traz ao público uma seleção de imagens fotográficas que apresentam o artista em seus ateliers, seja no contato com a matéria-prima de suas esculturas, seja em processo de reflexão sobre sua produção.
Exposições anteriores
ENTRE RETAS
E CURVAS:
UM OLHAR SOBRE O ARQUIVO DE CARLOS ZILIO
ateliê aberto de
práticas educativas
data
26 set 2026
horários de visitação
sábado
11 às 15h
entrada gratuita
local
Instituto de Arte Contemporânea
São Paulo - SP
local acessível ♿
A mostra de ativação "Entre Retas e Curvas: um olhar sobre o arquivo de Carlos Zílio" é fruto do processo de formação desenvolvido no âmbito da Bolsa IAC de Residência Educativa 2026, coordenada por Fabíola Martins e Paula Ramos. A partir de pesquisas no Fundo Carlos Zílio, recentemente doado ao Instituto de Arte Contemporânea, as pessoas residentes elaboraram a exposição como exercício de experimentação e investigação sobre o arquivo do artista.
O Ateliê Aberto encerra este ciclo como um espaço de ocupação, convivência e diálogo. Com atividades temáticas propostas pelo grupo residente do 5º Ciclo, o Ateliê convida o público a experimentar diferentes linguagens e materiais a partir dos processos de criação de Zílio.
Cada oficina retoma, à sua maneira, símbolos e temas identificados pelos residentes durante a pesquisa, como a figura do tamanduá, as formas geométricas, a relação entre ausência e presença e a dimensão política de sua trajetória, aproximando o público das obras e documentos apresentados na mostra.
Bolo de papel
Receita:
Pegue uma folha de papel.
Escreva nela seus segredos mais íntimos.
Derrame bastante cola sobre a folha e amasse-a bem.
Deixe-a secar até o ponto em que se alguém abri-la, ela se rasgará.
Repita o mesmo procedimento com diversas outras folhas. Depois cole uma na outra, até a última que desejar.
Enfeite com um pequeno suspiro de papel.

Bolo de Papel
- Detalhe/Adaptação: Reproduzido para a mostra de ativação “Entre Retas e Curvas: Um Olhar Sobre o Arquivo de Carlos Zílio”. CZ11/517 - Slide - Fundo Carlos Zilio - Instituto de Arte Contemporânea
ATELIÊ ABERTO
OFICINAS
Confira abaixo as oito oficinas que compõem a programação do Ateliê Aberto.
As atividades são gratuitas, sem necessidade de inscrição prévia, e o público pode circular livremente entre as propostas ao longo do dia.
Cada oficina tem indicação de faixa etária, e algumas acontecem em horários específicos.
Eleonora De Carli
Público alvo:
maiores de 14 anos
Rascunhando passado, presente e futuro
"Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma." A frase, historicamente atribuída ao químico Antoine Lavoisier, é o fio condutor desta atividade educativa, que parte do arquivo de Carlos Zilio para refletir sobre os processos de criação, transformação e construção de referências. Olhar para o arquivo de Zilio é deparar-se com inúmeros diálogos: quais histórias nos inspiram? Em quem buscamos nossos referenciais? Como essas relações nos atravessam e nos transformam? O que nos move a criar? A partir dessas questões, os visitantes são convidados a discutir a obra de Zilio e estabelecer seus próprios diálogos com o passado, reconhecendo as referências que os constituem e imaginando possibilidades para o futuro. Por meio de uma folha de papel, lápis e giz pastel oleoso, a proposta é transformar memórias, referências e desejos em rascunhos, pequenos esboços de aspirações para aquilo que ainda está por vir.

Eleonora De Carli é bacharel em Relações Internacionais pela PUC-SP e estudante de Museologia pela ETEC Parque da Juventude. Tem interesse nas relações entre arte, cultura, memória e instituições culturais. Sua trajetória articula a formação em Relações Internacionais à prática museológica, com experiência em ambientes multiculturais, comunicação com diferentes públicos e atividades de documentação, catalogação, pesquisa e preservação de acervos. Atualmente, atua no Museu da Diversidade Sexual, contribuindo para ações de documentação e preservação do acervo, e integra, como bolsista, o programa de Residência Educativa do Instituto de Arte Contemporânea.
Marília Landi e Victor Lima
Público alvo:
maiores de 10 anos
Mascarando e carimbando novos olhares
A partir das formas figurativas e abstratas nas pinturas de Carlos Zílio, esta oficina te convida a criar carimbos e personalizar máscaras, pensando também nas questões identitárias que permeiam a obra do artista. Há quem diga que estamos sempre mascarados e, aqui, poderemos propor novas manchas e recortes, refletindo sobre quem somos e a forma como percebemos o que está ao nosso redor.

Marília Landi (2004) foi criada em Bragança Paulista, interior de São Paulo. Atualmente é graduanda no curso de bacharelado e licenciatura em Artes Visuais, pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e bolsista do quinto ciclo de Residência Educativa no Instituto de Arte Contemporânea (IAC). Atua junto ao Coletivo Gancho, desde 2023, investigando as fronteiras entre a arte e o artesanato dentro do campo das artes têxteis. Desde 2024, integra o Grupo de Estudos Deságue, iniciativa da artista Bella Tozini, para o estudo de artistas mulheres por artistas mulheres. Desde 2024, participa do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) pelo subprojeto artes, onde atua como estagiária na rede municipal de Campinas, acompanhando turmas de diferentes estágios da educação básica.

Victor Lima, bacharel em Artes Cênicas pela UNICAMP. Produtor cultural, diretor, curador, dramaturgo e educador com circulação internacional (Noruega, Espanha e República Tcheca), pesquisa poéticas e performatividades afrodiaspóricas com ênfase na corporalidade e no imaginário em zonas liminares. Fundou o Grupo Encruza de Pesquisa Cênica que atua no mesmo campo de investigações, foi bolsista FAPESP em três Iniciações Científicas, além de ter reconhecimento artístico e acadêmico por instituições como Itaú Cultural e Conservatório de Tatuí. Atualmente é curador e educador da exposição “Entre retas e curvas: um olhar sobre o arquivo de Carlos Zílio”, no Instituto de Arte Contemporânea (IAC).
Gabriela Rocha
Público alvo:
maiores de 10 anos
Oficina de zine: Imagem, cotidiano e crítica
A oficina propõe uma introdução à linguagem do zine como forma de expressão artística, publicação independente e construção de narrativas visuais. A partir de referências da produção de Carlos Zilio, serão exploradas as relações entre arte, cotidiano, imagem e crítica social. Os participantes serão convidados a produzir seus próprios zines utilizando desenho, colagem, escrita, fotografia e reprodução de imagens, transformando experiências e elementos do cotidiano em uma publicação autoral.

Gabriela Rocha é artista visual, estudante de artes visuais na Faculdade Santa Marcelina, com atuação nas áreas de pintura, mediação cultural e arte educadora. Sua prática artística, investiga relações entre memória, cotidiano e contemporaneidade, articulando referências das artes visuais e do cinema. Possui experiência em espaços culturais, exposições e ações educativas e na comunicação com diferentes públicos.
Sophia Sander
Público alvo:
Classificação Indicativa Livre
Oficina - Tamanduá de Feltro: Memória e Objeto
Em diálogo com a obra de Carlos Zilio, a oficina parte da presença do tamanduá em suas pinturas para explorar como uma imagem pode carregar memórias e adquirir novos sentidos. Após uma breve conversa sobre as obras, os participantes criarão seus próprios tamanduás de feltro, transformando a imagem pictórica em objeto tridimensional.

Sophia Sander é estudante de Artes Visuais na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Possui experiência em mediação cultural, ações educativas, com interesse no ensino informal e na democratização do acesso à arte. Sua pesquisa artística investiga afetividades e experiências individuais e coletivas, abordando temas como o luto e a ansiedade. Atualmente, concentra seus estudos na interseção entre arte contemporânea e educação, explorando as relações entre práticas artísticas e processos de construção de conhecimento. Tem interesse em atuar na gestão de espaços culturais e educativos, desenvolvendo projetos que fortaleçam o diálogo entre instituições e diferentes públicos.
Fernanda Moreira
Público alvo:
Classificação Indicativa Livre
Metamorfose Poética: A geometria de Zílio
Através de tamanduás, mãos e formas geométricas, mais do que apenas observar, a proposta é exercitar a fabulação. O público é convidado a apropriar-se das matrizes e formas características do artista para criar suas próprias composições na oficina de stencil, entrelaçando as reflexões contemporâneas sugeridas pela poética de Zílio com suas próprias perspectivas de mundo.

Fernanda Moreira é beletrista e estudante de Letras na Universidade de São Paulo (USP). Como entusiasta da literatura e das artes, seus interesses de pesquisa abrangem a investigação de aspectos da semiótica na arte, o estudo literário como meio de democratização do ensino e da cultura, e demais tópicos que englobam educação, cultura e linguagem. Atualmente, concentra-se no estudo das Letras Clássicas e Vernáculas, explorando principalmente questões da literatura moderna e contemporânea, além de atuar no Programa de Residência Educativa do Instituto de Arte Contemporânea.
Felipe Costa
A Ausência da dor na Presença da Arte
A proposta da oficina consiste em uma atividade reflexiva que visa criar uma obra a partir da concepção de cada visitante sobre como as palavras ausência e presença (elementos presentes na exposição dos arquivos de Carlos Zilio) seriam retratadas por meio de desenhos, frases ou poemas em uma folha de papel. A primeira etapa consiste em cada visitante fazer a sua concepção da palavra ausência em folha de papel branco A3 com canetinha preta. Após esse processo, será proposto que todos troquem de folha uns com os outros e agora façam sua concepção do que significa a palavra presença com caneta vermelha, porém eles têm que dar continuidade na obra um do outro, só que agora com o seu ponto de vista, fazendo assim uma obra e reflexão única a partir da colaboração de dois visitantes com vivências e pontos de vista distintos, enriquecendo o fazer artístico da oficina e possibilitando a criação de algo com duas pessoas colaborando entre si.
Público alvo:
maiores de 10 anos

Felipe Costa é desenhista, cartazista, criador e estudante de Artes Visuais pela UNIP. Possui mais de 10 anos de experiência em formação, estudo e prática de desenho manual. Desde cedo, mantém interesse pelas artes visuais, pelo cinema, pelas histórias em quadrinhos e por espaços de memória, como museus, galerias e instituições culturais, encontrando nesses campos referências para sua formação e desenvolvimento artístico. Sua trajetória artística é marcada pela prática do desenho realista, pela criação de trabalhos autorais voltados a questões político-sociais e pela produção e comercialização informal de obras. Atualmente, vem ampliando sua pesquisa e se aproximando da arte contemporânea, buscando estabelecer novas relações entre sua experiência com o desenho, suas criações e diferentes possibilidades de experimentação e expressão artística.
Letícia Lobo
Público alvo:
maiores de 14 anos
Desmecanizar: corpo, arte e resistência
A oficina propõe uma experiência de improvisação e jogos teatrais a partir de princípios do Teatro do Oprimido, de Augusto Boal, e dos Jogos Teatrais, de Viola Spolin. Em diálogo com a produção de Carlos Zilio e sua trajetória de resistência às formas de opressão, a atividade aproxima arte, corpo e ação por meio de jogos que estimulam a ativação dos sentidos, a observação, a concentração, a experimentação corporal, a escuta e o trabalho coletivo. A proposta parte da compreensão de Boal de que o teatro é uma essência humana: todos podem fazê-lo e desenvolver suas possibilidades. Ao deslocar os participantes de seus modos cotidianos de agir e relacionar-se, a oficina busca criar um espaço de liberdade, experimentação e construção coletiva de uma outra realidade, no qual o corpo possa descobrir novas formas de estar, perceber e agir no mundo.




Leticia Lobo é atriz, maquiadora e atualmente estuda história na USP. Durante sua formação em teatro pelo Senac, realizou a escrita e planejamento de um projeto inspirado no Vai, no qual pretendia fomentar a partir da linguagem teatral a memória de grupos indígenas que ocuparam a Aldeia Jesuítica de Carapicuíba. Também dedicou o seu TCC à realização de um documentário que explora as barreiras existentes para que a população periférica acesse e produza arte. A partir dessas experiências, desenvolveu um interesse pela educação não formal e por ações culturais voltadas à democratização do acesso à arte, buscando aproximar diferentes públicos das manifestações artísticas e culturais.













