Deformações dinâmicas

Willys de Castro

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Curadoria

Marilucia Bottallo

Período

25 ago 2012 > 13 abr 2013

Local

IAC | Muba
Doutor Álvaro Alvim, 76, São Paulo

Apoio

Ministério da Cultura, Itaú, Instituto de Arte Contemporânea, Banco Fibra

Artistas na exposição

Willys de Castro

As artes concreta e neoconcreta tinham em comum a busca da pureza das formas e sua expressão. Dessa forma, podemos dizer que Willys de Castro é um artista moderno. Com uma trajetória intensa, envolveu-se em muitos aspectos do fazer artístico, assumindo uma atitude realmente moderna: pensou e produziu em artes plásticas, performáticas e visuais. Atuou como artista e gestor cultural – foi curador, jurado em concursos e salões, galerista, empresário, editor, crítico, designer gráfico e têxtil.


Sua trajetória rica nos faz pensar na urgência de se rever os anos que abarcam, sobretudo, as décadas de 1950 a 1970 nas artes plásticas de São Paulo, período muito profícuo em discussões e renovações plásticas e conceituais.


Visivelmente interessado em registrar seu percurso profissional, o Arquivo de Willys de Castro depositado no Instituto de Arte Contemporânea permite que possamos tomar contato com um expressivo conjunto de informações e compreender seu processo de criação artística.


Matéria-prima de valor quase inestimável, trabalhar com material de arquivo assemelha-se, talvez, ao processo de reconstrução que o arqueólogo emprega a partir de evidências materiais: esquemas, esboços, fotografias, notas, partituras musicais, artigos de jornais e revistas, anotações, manuscritos, datiloscritos e correções a partir dos quais, identifica-se uma personalidade artística inserida no debate cultural de sua época, além de se compreender a maneira como a própria história da arte, da crítica e das ideias é tecida ao longo do tempo.


Na mostra que o IAC apresenta ao público a partir de 18 de agosto, destaca-se o importante e belíssimo material que compõe o Arquivo Willys de Castro ressaltando sua preocupação com a composição de séries que acentuam o raciocínio moderno que imprimiu em todas as suas experiências e pesquisas como artista: poemas, música, obras de artes plásticas e gráficas.


A exposição Deformações Dinâmicas apresenta obras expressivas que marcam a influência recíproca entre a formação do artista e seu meio cultural e acentua a importância daquele artista e sua época no desenvolvimento de um conceito específico de arte extremamente original produzida no Brasil e, mais que nunca, ‘descoberta’ pelo mundo.


A exposição fez itinerância no Paço Imperial, Rio de Janeiro

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