Judith Lauand:

Os anos 50 e a construção da geometria

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Curadoria

Celso Fioravanti

Período

15 mai > 31 out 2015

Local

IAC | Muba
Doutor Álvaro Alvim, 76, São Paulo

Apoio

Ministério da Cultura, Itaú, Instituto de Arte Contemporânea

Artistas na exposição

Judith Lauand

A exposição Judith Lauand: Os Anos 50 e a Construção da Geometria, que ocupou simultaneamente as instalações do Instituto de Arte Contemporânea — IAC e do Museu Belas Artes de São Paulo — MuBa, apresenta mais de 100 obras produzidas pela concretista Judith Lauand (1922) entre 1950 e 1959, período fundamental na construção de sua carreira. Os trabalhos pertencem a cerca de 20 coleções particulares e institucionais de São Paulo e Rio de Janeiro.

São pinturas, desenhos, guaches, tapeçarias, xilogravuras e suas matrizes, além de fotografias, cadernos de estudos, catálogos, recortes de jornal e documentação variada. O conjunto se propõe não apenas a apresentar as transformações estilísticas de sua produção artística, mas também a revelar seus métodos de criação, bem como os processos de construção de sua carreira e de inserção no circuito de arte. Além da apresentação de trabalhos figurativos, abstrato-informais e abstrato-geométricos dentro de uma linha do tempo, a exposição quer mostrar que Judith Lauand sempre teve consciência de que, para a construção de uma carreira, seria necessário bem mais que uma produção pictórica conectada com seu tempo. Lauand logo percebeu que informação, disciplina, organização, traquejo social, participação política e tenacidade eram quesitos fundamentais para uma permanência exitosa no circuito de arte. E para isso não mediu esforços. Trabalhou como monitora do MAM-SP e na Bienal, frequentou vernissages, entabulou amizades com artistas e críticos de arte e participou de atividades políticas, como pode ser observado na vasta documentação que guardou nas últimas sete décadas, parte dela apresentada aqui e que engrandece de sobremaneira a exposição. Ao lado de nomes como Waldemar Cordeiro, Luiz Sacilotto, Geraldo de Barros, Hércules Barsotti, Lothar Charoux e Willys de Castro, munida de talento, rigor, obstinação, ousadia e delicadeza, Lauand imprimiu uma marca indelével na história da arte brasileira.

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