Seminário online

Jorge Wilheim (1928-2014) propõe em seus livros “Tênue Esperança no Vasto Caos” e “O Caminho de Istambul”, teses para superar o presente caos, uma hipótese pela qual valeria a pena trabalhar: a da construção de um novo ciclo humanista. Otimista e visionário, ele vislumbra, duros desafios para humanidade e reconhece fortes indícios para um renascimento do século XXI.  

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© Romulo Fialdini

Seminário

Jorge Wilheim:

Tênue Esperança no Vasto Caos

23/04/2021

Sexta-feira > 10-12h30

Jorge Wilheim, 1975
Jorge Wilheim, 1975

© Dulce Carneiro

press to zoom
Jorge Wilheim, 1975
Jorge Wilheim, 1975

© Dulce Carneiro

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Apresentação

Marilucia Bottallo 

(diretora técnica IAC)

 

Boas vindas

Raquel Arnaud

(presidente IAC)

 

Conceito 

Ana Maria Wilheim 

(socióloga)

 

Mediação

Guilherme Wisnik

(escritor, arquiteto, Prof. FAU USP)

​​

Convidados 

 

Angélica Alvim

(arquiteta, urbanista, diretora FAU Mackenzie)

Alberto Paranhos

(economista urbano, IPPUC)

Nabil Bonduki

(arquiteto, urbanista, Prof. FAU USP)

Olgária Matos

(filósofa, escritora, Profª. USP e Unifesp)

Mais informações:

cursos@iacbrasil.org.br

  • YouTube

Transmissão ao vivo do seminário no canal do Instituto de Arte Contemporânea, no YouTube.

“A sociedade está profundamente mergulhada em um período de transição da história e, consequentemente, está iniciando um novo ciclo de “enciclopedismo”, recorrente na história do pensamento, exigindo a redefinição de conceitos essenciais. O fim de século em que vivemos, embora dramático, quando não trágico, em suas manifestações mais violentas, é também um ambiente propício e desafiador para a criatividade mais radical.” (J.W.)

Debate sobre o proto renascimento do Século XXI

 

O Instituto de Arte Contemporânea apresenta o seminário "Jorge Wilheim:Tênue Esperança no Vasto Caos", evento que marca a chegada do acervo pessoal do arquiteto e urbanista a compor a coleção do IAC.

 

O seminário tem como objetivo dar visibilidade às teses sobre o futuro das cidades no século XXI e apresentar o pensamento de Jorge Wilheim como planejador urbano, tendo como base suas publicações — “O caminho de Istambul” em seu apêndice “Nosso fecundo fim-de-mundo” e “Tênue Esperança no Vasto Caos – Questões do Proto-Renascimento do Séc. XXI”. 

 

Neste contexto de pandemia mundial, compreendemos a importância de promover uma discussão a partir das teses de Wilheim sobre o futuro das cidades, elaboradas durante a Conferência de Istanbul da ONU nos anos 1990 e aprofundadas em publicação no início dos anos 2000.

 

Com sua visão estratégica e extrema sensibilidade, se estivesse presente, ele certamente estaria contribuindo com a gestão pública com propostas de enfrentamento perante essa complexa situação que estamos vivemos.

 

O debate contará com a participação de interlocutores que vivenciaram com Jorge Wilheim momentos importantes de sua trajetória, são eles: a Profa. Dra. Angélica Alvim, arquiteta e urbanista, diretora da FAU Mackenzie; o economista urbano e assessor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), Alberto Paranhos; o arquiteto, urbanista, professor da FAU USP e gestor público, Prof. Dr. Nabil Bonduki; e a filósofa, escritora, Profa. Dra. Olgária Matos, professora de filosofia na USP e na UNIFESP. O seminário será conduzido pelo arquiteto, escritor e Prof. Dr. da FAU USP, Guilherme Wisnik, que assinou a curadoria da exposição “Conversas na Praça: o urbanismo de Jorge Wilheim”, realizada pelo SESC SP na unidade Consolação em 2019.

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"Jorge Wilheim: Tênue Esperança no Vasto Caos" foi concebido pela socióloga e responsável pelo projeto "Legado Jorge Wilheim", Ana Maria Wilheim, em parceria com o Instituto de Arte Contemporânea. 

Sobre o acervo pessoal de Jorge Wilheim


O acervo pessoal de Jorge Wilheim foi doado por sua família para o Instituto de Arte Contemporânea para que esse assuma a sua salvaguarda, difusão e disponibilização pública.

São aproximadamente 14 mil itens entre documentos pessoais, fotos, livros, estudos, projetos, plantas, desenhos e outros formatos. Só de grandes formatos (plantas, desenhos e projetos de arquitetura) estima-se três mil itens.

Fazem parte do conjunto de documentos, os projetos do Anhembi, do Teatro de Arte Israelita Brasileiro – TAIB, do Centro de Diagnósticos Albert Einstein, o projeto da Nova Augusta (não executado), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, além de inúmeros outros.

Antes de ser disponibilizado ao público e para pesquisa, o acervo passará pelos processos museológicos padrão do instituto, contemplando as seguintes etapas: quarentena, higienização e organização, acondicionamento, digitalização, upload para o banco dados e catalogação. A previsão é que o trabalho seja concluído em até quatro anos.




Sobre o Arquiteto e Urbanista – Jorge Wilheim


Nascido em 1928 na cidade italiana de Trieste, Jorge Wilheim mudou-se com a família para o Brasil quando tinha doze anos. Faleceu em São Paulo, em 2014, aos 85 anos.

Formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie na década de 1950, dedicou mais de sessenta anos à arquitetura, ao urbanismo, à administração pública, à produção intelectual e às artes.

Na arquitetura e urbanismo foram inúmeros projetos realizados, destacam-se: o prédio do Serviço Social das Indústrias (SESI) – Vila Leopoldina, a Galeria Ouro Fino, o Shopping Center 3, o Clube Hebraica, os projetos de reurbanização do Pátio do Colégio e do Vale do Anhangabaú (1981-91), além de muitos outros e dos já citados nesse texto.

Jorge teve um papel fundamental como planejador urbano, nesse sentido, foi responsável pelo Plano Diretor de dezenas de cidades brasileiras, com destaque para Curitiba, Goiânia, Natal, São Paulo, Campinas e São José dos Campos.

Como gestor público, foi responsável por importantes projetos que visavam a melhoria da qualidade de vida das pessoas nas cidades e dirimir a desigualdade social, tais como: a criação do PROCON, da Fundação SEADE, da EMTU, e do Passe do Trabalhador, hoje conhecido como Vale Transporte, criou também o Passe do Idoso e o Cadastro Cultural das Referências Urbanas.

Jorge teve uma profícua trajetória internacional, destacou-se como Secretário Geral Adjunto da divisão da ONU para a realização da Conferência Global sobre Assentamentos Humanos – Habitat 2, na organização do grande encontro com quase duzentos países representados em Istambul (1996); participou das reuniões preparatórias da Conferência de Estocolmo (Suécia); e foi, durante anos, o representante brasileiro na Comissão de Urbanismo da União Internacional dos Arquitetos, órgão assessor da UNESCO. Também foi professor convidado na Universidade de Buenos Aires, na Universidade de Barcelona, ocupou a cátedra Rio Branco na Universidade da Califórnia – Berkeley, nos Estados Unidos. Ademais, participou de inúmeros seminários, palestras e cursos em diversos países.

Referência: http://www.jorgewilheim.com.br/legado/




Sobre os convidados do seminário


Angélica Benatti Alvim é arquiteta e urbanista (1986), mestre e doutora em Arquitetura e Urbanismo pela FAUUSP (1996; 2003); professora titular da FAU Mackenzie onde atua desde 1991 e desde 2016 é sua Diretora. É docente permanente do Programa de pós-graduação da mesma instituição. Foi presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (ANPARQ) entre 2015 e 2016; coordenadora geral de pós-graduação stricto sensu da UPM (2013-2016); e coordenadora do PPGAU FAU Mackenzie (2010-2013). É bolsista produtividade em pesquisa CNPq nível 2. Organizou os livros “Avaliação de Políticas Urbanas: contexto e perspectivas” (Editoras Mackpesquisa e Romano Guerra, 2010), “UN – Habitat: das declarações aos compromissos” (Romano Guerra, 2010) e “Arquitetura Mackenzie 100 anos, FAU-Mackenzie 70 anos” (Editora Mackenzie e CAU/SP, 2018).

Alberto Maia da Rocha Paranhos, economista urbano formado na UFPR, com pós-graduação na Universidade de Paris I (Panthéon-Sorbonne) e especialização em gestão do crescimento urbano no IDE/Banco Mundial. Trabalhou 9 anos na Diretoria do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), foi consultor-residente do Banco Mundial por 6 anos em diversos países e foi funcionário concursado da ONU por 17 anos, como Oficial Principal do ONU – Habitat no programa para a América Latina e o Caribe. Desde 2010 trabalha como consultor autônomo e desde 2017 voltou a prestar serviços na Diretoria do IPPUC. Faz trabalho voluntário pro-bono na rede de Alianças Francesas do Brasil e em organizações sociais.

Olgária Chain Feres Matos é professora, filósofa, escritora e pesquisadora no campo da Teoria das Ciências Humanas. Sua tese de doutorado “Os arcanos do inteiramente outro: a Escola de Frankfurt, a melancolia e a revolução” ganhou o Prêmio Jabuti de Ciências Humanas em 1990. Escreveu “As barricadas do desejo”, livro sobre o maio de 1968 francês, "Contemporaneidades", no qual discute algumas das questões mais importantes do nosso tempo sob o viés da filosofia, cultura, política e história. Publicou também o livro “Discretas Esperanças. Reflexões Filosóficas Sobre o Mundo Contemporâneo”. Entre 2003 e 2008, foi professora no mestrado em Comunicação e Cultura da Universidade de Sorocaba (Uniso). A filósofa Olgária Matos possui pós-doutorado pela École des Hautes Études en Sciences Sociales e é professora titular da Universidade de São Paulo e, desde 2007 é, também, professora e coordenadora do curso de Filosofia da Unifesp em Guarulhos.

Nabil Georges Bonduki é arquiteto, urbanista, professor universitário, escritor e político brasileiro. É Professor Titular de Planejamento Urbano da Universidade de São Paulo (USP) e Professor Visitante na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Exerceu mandato de vereador na Câmara Municipal de São Paulo entre 2001 e 2004 e entre 2013 e 2016, tendo tido papel fundamental da elaboração do Plano Diretor Estratégico de São Paulo em 2002 e 2014. Foi Secretário Municipal de Cultura de São Paulo e é colunista de órgãos de imprensa como CartaCapital, a partir de 2010, Folha de S.Paulo (2017-– atual) e Rádio USP (2019 – atual).

Guilherme Wisnik é professor Livre-Docente na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Autor de livros como "Lucio Costa" (Cosac Naify, 2001), "Estado crítico: à deriva nas cidades" (Publifolha, 2009), "Espaço em obra: cidade, arte, arquitetura" (Edições Sesc SP, 2018) e "Dentro do nevoeiro: arte, arquitetura e tecnologia contemporâneas" (Ubu, 2018). Recebeu o prêmio “Destaque 2018” da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) em 2019. Publicou ensaios em diversos livros e revistas nacionais e internacionais, tais como Artforum, Architectural Design, Architectural Review, Domus, Arquitectura Viva, AV Monografías, 2G, Rassegna, Arch +, Baumeister, JA – Jornal Arquitectos, Urban China, Plot e Monolito. Foi curador de exposições como o projeto de Arte Pública Margem (Itaú Cultural, 2008-10), Paulo Mendes da Rocha: a natureza como projeto (Museu Vale, 2012), São Paulo: três ensaios visuais (Instituto Moreira Salles, 2017), Ocupação Paulo Mendes da Rocha (Itaú Cultural, 2018), Conversas na praça: o urbanismo de Jorge Wilheim (Sesc Consolação, 2019), e Infinito vão: 90 anos de arquitetura brasileira (Casa da Arquitectura de Portugal, 2018). Foi o Curador-Geral da 10a Bienal de Arquitetura de São Paulo (Instituto de Arquitetos do Brasil, 2013). É curador do Pavilhão do Brasil na Expo 2021 em Dubai.





Construção e Lançamento do Anhembi Parque,1967

 

A história de como tudo começou! Desde o projeto até a construção e as primeiras feiras do Complexo Anhembi de Eventos.

Jorge Wilheim no programa Roda Viva

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Arquiteto e urbanista fala sobre os problemas urbanísticos de metrópoles como São Paulo e os rumos da arquitetura no Brasil e no mundo.